Magalu: ação cai 50% no ano e é maior baixa do Ibovespa; varejista pode virar o jogo?

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As ações do Magazine Luiza (MGLU3) acumulam queda de 49,37% em 2026, até então. Em relação ao ano passado, a queda é quase tão profunda, de -48,43%.Desde o lançamento dos resultados do primeiro trimestre deste ano, os papéis da companhia sofrem com fortes quedas em sequência. Apenas em junho, as ações recuaram 24,23%, aprofundando ainda mais a queda mensal no mês anterior.Leia tambémItaú BBA vê C&A (CEAB3) “irracionalmente barata” e ação fecha com salto de 8,87%Banco reiterou a ação como sua principal escolha no setor de consumo discricionário da América LatinaSantander eleva TIM (TIMS3) para compra, mas mantém preferência por Vivo (VIVT3)Banco vê teles brasileiras como histórias defensivas para o segundo semestre e destaca resiliência operacional da Vivo, ao mesmo tempo em que melhora a recomendação para a TIM.A companhia teve prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões, revertendo lucro de R$ 11,2 milhões observado no mesmo período do ano passado.Para Teles Barros, líder de renda variável da W1 Capital, os juros altos teve um peso relevante sobre a dívida da companhia. “Devido ao aumento da Selic, em que chegamos a ter uma taxa de 15%, o lucro líquido acabou de certa forma sendo corroído”, explica o analista.Segundo Barros, mesmo com a operação razoavelmente bem, como a dívida da empresa era grande, na medida em que os juros aumentam, a divida tende a ficar ainda mais pesada sobre o resultado.Além disso, as ações do varejo estiveram entre os ativos mais fragilizados da Bolsa brasileira em 2026. De acordo com Rodrigo Paz, o movimento foi um reflexo da predominância do fluxo vendedor e à dificuldade de retomada mais consistente do movimento comprador.Ainda que a queda possa representar uma assimetria potencialmente interessante para o investidor, o analista sugere cautela, dada a dinâmica recente dos preços e da falta de gatilhos mais robustos que sustentem uma recuperação mais consistente.Competição no e-commerceA competição acirrada no e-commerce foi um dos grandes desafios do Magazine Luiza ao longo do primeiro trimestre. Ao final do primeiro trimestre, o segmento chegou a ter um recuo superior a 10% em volume, tanto em vendas próprias quanto em market place.Em entrevista ao InfoMoney durante o lançamento do balanço do 1º tri, Lucas Ozório, gerente de Relações com Investidores do Magazine Luiza, explicou que esse movimento se deu devido aos tickets baixos vendidos por outras plataformas.As vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace totalizaram R$ 15,2 bilhões, o que representa uma queda de 5,6% em relação ao ano anterior.Pressões ficarão no 1º trimestre?De acordo com Ozório, a sazonalidade, que afetou fortemente o primeiro trimestre do ano, tradicionalmente não se apresenta nos trimestres seguintes. A expectativa para o restante do ano é de números melhores. Em especial, com o aumento de consumo esperado provocado pela Copa do Mundo.A expectativa do Magazine Luiza é de que o evento aumente a venda de televisores, com alta também em itens domésticos como churrasqueiras e frigobares.Para Teles Barros, qualquer alívio na Selic também poderia ajudar a reduzir as despesas financeiras e destravar valores. “Poderia levar, inclusive, a uma maior concessão de crédito via Luiza Cred, etc.”, explica.Ao mesmo tempo, Barros afirma que o segundo semestre traz uma sazonalidade mais favorável. Nos próximos seis meses, eventos como a Black Friday e o Natal podem levar a uma performance melhor da empresa.Em um relatório do Citibank enviado a clientes no início de junho, o banco elevou a companhia de venda para neutra. De acordo com os analistas, com a queda acumulada em 40% na época, o mercado já estava precificando, em grande parte, um ambiente de juros mais altos por mais tempo e um consumo mais ⁠fraco ‌nas principais categorias de bens duráveis.Os analistas ainda acreditam que, com o redirecionamento estratégico para ​lojas físicas (B&M) de maior margem, onde o Magazine Luiza possui uma vantagem competitiva bem estabelecida, a companhia poderá ter um desdobramento positivo no restante do ano.Já o Morgan Stanley manteve ceticismo com a ação e manteve recomendação equivalente à venda (underweight, exposição abaixo da média do mercado) para os ativos, com o preço-alvo sendo cortado de R$ 8 para R$ 6 em relatório do início do mês.A equipe de análise do banco destaca que a companhia registrou queda de 11% no GMV (volume bruto de mercadoria) online no primeiro trimestre, cedendo cerca de 2,8 pontos percentuais de participação no mercado brasileiro de e-commerce, para aproximadamente 7%. Além da perda de participação, a revisão para cima das projeções de juros contribuiu para a redução das estimativas de lucro e do preço-alvo. The post Magalu: ação cai 50% no ano e é maior baixa do Ibovespa; varejista pode virar o jogo? appeared first on InfoMoney.

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