Musk abre os cofres e reforça vantagem financeira dos republicanos nas “Midterms”

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Impulsionados pelos US$ 178 milhões em doações de Elon Musk, dois super PACs republicanos arrecadaram US$ 367 milhões no terceiro trimestre, ampliando a expressiva vantagem financeira do Partido Republicano, mesmo com o aumento das dúvidas sobre sua capacidade de manter as maiorias na Câmara e no Senado dos Estados Unidos.O Senate Leadership Fund informou ter arrecadado US$ 273 milhões, segundo documentos apresentados à Comissão Federal Eleitoral (FEC) na quinta-feira. O total inclui US$ 158 milhões em contribuições de Musk, além de doações milionárias dos bilionários Stephen Schwarzman, Joe Ricketts e Stephen Wynn. Sua contraparte na Câmara, o Congressional Leadership Fund, levantou US$ 94,4 milhões e teve Musk e o investidor Timothy Mellon entre seus maiores financiadores.Com isso, a arrecadação total do Partido Republicano e dos três super PACs ligados ao presidente Donald Trump ou às lideranças republicanas da Câmara e do Senado se aproxima de US$ 2 bilhões para as eleições legislativas de meio de mandato. O valor supera amplamente os US$ 1,2 bilhão arrecadados pelos grupos equivalentes do Partido Democrata. A consultoria AdImpact projeta que os gastos com publicidade eleitoral neste ciclo baterão recorde e ultrapassarão os da corrida presidencial de 2024.Os números não incluem os recursos destinados a outros super PACs pró-republicanos, entre eles o próprio America PAC, de Musk, que recebeu US$ 89 milhões do empresário, nem os grupos voltados a candidaturas específicas. É o caso do Lone Star Liberty PAC, que apoia o procurador-geral do Texas, Ken Paxton. O grupo arrecadou US$ 17,9 milhões para a disputa de Paxton contra o democrata James Talarico, incluindo uma doação de US$ 10 milhões feita por Musk. A corrida caminha para se tornar a eleição mais cara da história para uma vaga no Senado dos EUA.Um super PAC que apoia Talarico arrecadou US$ 9,6 milhões. Rory Gates, filho de Bill Gates, o cofundador da Netflix Reed Hastings e o cofundador da Ripple Chris Larsen contribuíram com US$ 1 milhão cada.Leia tambémLíderes da UE apoiam Zelenskiy; Trump classifica ataques ucranianos de “vergonha”Líderes da UE apoiam Zelenskiy enquanto Trump classifica ataques ucranianos contra Rússia de “vergonha”Trump diz que não usaria armas nucleares contra o Irã e veta invasão terrestreO republicano reiterou que não pretende empregar armamentos nucleares contra o paísO Senate Majority PAC, alinhado aos democratas, arrecadou US$ 151 milhões. O cofundador do LinkedIn Reid Hoffman, o cofundador do Facebook Dustin Moskovitz, além de Hastings e Larsen, fizeram contribuições de sete dígitos. Já o Future Forward PAC levantou US$ 20 milhões, com Moskovitz doando US$ 4 milhões.Outro retrato da arrecadação eleitoral deve surgir na próxima terça-feira, quando o House Majority PAC, o MAGA Inc., de Trump, e os comitês partidários apresentarão seus relatórios à FEC.No Senado, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras líquidas para retomar o controle da Casa. O objetivo já foi considerado distante, mas agora parece possível, diante de pesquisas que apontam disputas competitivas até mesmo em alguns estados tradicionalmente republicanos. Na Câmara, os democratas são há muito tempo considerados favoritos para recuperar a maioria, hoje estreita, dos republicanos. Historicamente, o partido do presidente costuma perder assentos na Câmara nas eleições de meio de mandato.Enquanto grandes doadores republicanos, como Musk, Mellon e Schwarzman, injetam milhões para preservar o controle do Senado e minimizar perdas na Câmara, os democratas mantêm vantagem entre os pequenos doadores. A plataforma ActBlue arrecadou US$ 601 milhões para candidatos e comitês federais no terceiro trimestre, ante US$ 159 milhões da WinRed.Nas 13 disputas para o Senado classificadas como competitivas pelo Cook Political Report, os candidatos democratas arrecadaram mais que seus adversários republicanos em 11 delas. O independente Dan Osborn também superou o republicano Pete Ricketts em arrecadação no Nebraska.Na Geórgia, Jon Ossoff arrecadou US$ 33 milhões no trimestre e chegou a US$ 125 milhões no ciclo eleitoral, liderando entre todos os candidatos. O valor supera com folga os US$ 2,8 milhões captados pelo desafiante republicano Mike Collins. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper levantou US$ 12,2 milhões, contra US$ 2,1 milhões do ex-presidente do Comitê Nacional Republicano Michael Whatley. Geórgia e Carolina do Norte são classificadas como “provavelmente democratas” pelo Cook Political Report, e super PACs republicanos reduziram gastos nos dois estados nas últimas semanas.A vantagem financeira dos candidatos democratas tem sido particularmente relevante no Texas. Talarico arrecadou US$ 60 milhões, dos quais US$ 29 milhões vieram de doadores que contribuíram menos de US$ 200. Paxton, por sua vez, captou US$ 10 milhões, com apoio adicional de líderes republicanos que levantaram recursos após sua confirmação como candidato do partido.A vantagem de arrecadação permitiu a Talarico dominar os espaços publicitários, forçando os republicanos a direcionar parte de seu caixa para o Texas. O Texas PAC, super PAC financiado pelo Senate Leadership Fund, já gastou US$ 148 milhões na disputa, segundo registros da FEC. Já o America PAC, de Musk, desembolsou US$ 22,7 milhões na corrida.© 2026 Bloomberg L.P.The post Musk abre os cofres e reforça vantagem financeira dos republicanos nas “Midterms” appeared first on InfoMoney.

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