Oruam é julgado nesta segunda por tentativa de homicídio no Rio; rapper está foragido

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O rapper Oruam terá uma audiência de instrução nesta segunda-feira às 16h, na 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) no processo em que responde por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis. O cantor está foragido desde fevereiro. A audiência marca o início da fase de instrução do processo no Tribunal do Júri. O procedimento estava inicialmente previsto para março, mas acabou remarcado.Oruam virou réu após um episódio ocorrido em julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um menor acusado de tráfico que, segundo as investigações, estaria na casa do artista, no Joá, na Zona Sudoeste do Rio.Leia também41,2% dos brasileiros dizem conviver com o crime organizado onde moramLevantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra avanço do crime organizado para interior dos estadosÀs vésperas da eleição, 6 em cada 10 brasileiros temem agressões por opção políticaPesquisa Datafolha contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública acende o alerta para a violência a cinco meses do pleitoDe acordo com o Ministério Público, Oruam e outros acusados arremessaram pedras contra os policiais civis durante a ação, assumindo o risco de provocar a morte dos agentes. Além das duas acusações de tentativa de homicídio qualificado, o cantor também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.O caso ganhou novos desdobramentos no fim de abril, quando a Justiça expediu um novo mandado de prisão contra o rapper desta vez em uma investigação por lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o traficante Marcinho VP, a mulher dele, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, e outras nove pessoas foram denunciados por participação em um esquema de “branqueamento” de dinheiro do tráfico de drogas em comunidades cariocas.A investigação aponta que Marcinho VP continuaria exercendo influência hierárquica dentro do Comando Vermelho mesmo preso há mais de 20 anos, coordenando recursos financeiros e estratégias de expansão da facção.Ainda segundo a denúncia, Marcia Nepomuceno atuaria como gestora financeira do grupo, recebendo regularmente dinheiro em espécie de traficantes apontados como integrantes da facção, entre eles Edgar Alves de Andrade, Wilton Carlos Rabello Quintanilha e Luciano Martiniano. O MP afirma que ela utilizava estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas para ocultar patrimônio.A promotoria também sustenta que Oruam era beneficiário direto do esquema, recebendo dinheiro ilícito e utilizando a carreira musical para dissimular recursos obtidos nas atividades criminosas da organização. De acordo com a ação penal, o cantor teria recebido valores de traficantes como Doca e Pezão para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.Na denúncia, o MPRJ divide a estrutura da organização criminosa em quatro núcleos: o de liderança encarcerada, atribuído a Marcinho VP; o núcleo familiar, formado por Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno; o núcleo de suporte operacional, responsável pela lavagem de dinheiro e dissimulação patrimonial; e o núcleo de liderança operacional, integrado por traficantes apontados como responsáveis pela movimentação de recursos do tráfico e repasses ao núcleo familiar. Entre os nomes citados neste último grupo estão Eduardo Fernandes de Oliveira e Ederson José Gonçalves Leite. The post Oruam é julgado nesta segunda por tentativa de homicídio no Rio; rapper está foragido appeared first on InfoMoney.

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