Petróleo em alta leva banco a manter aposta em PRIO e cortar Brava e PetroRecôncavo

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O JPMorgan revisou sua recomendação para as petroleiras juniores no Brasil, mantendo recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) apenas para PRIO (PRIO3) e rebaixando Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) para neutro, em meio o conflito entre EUA e Irã, que alterou de forma relevante a dinâmica global de oferta e demanda de petróleo e levou ao aumento das projeções para o preço da commodity.A preferência pela PRIO reflete sua maior capacidade de geração de caixa e exposição direta à recente alta do petróleo, o que permite capturar de forma mais completa o novo cenário. Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segundaÍndices futuros dos EUA operam mistos com Oriente Médio em focoOncoclínicas, Agrogalaxy, Enjoei, IRB e mais ações para acompanhar hojeConfira os principais destaques do noticiário corporativo desta segunda-feiraNa avaliação do JPMorgan a entrada em operação do campo de Wahoo em 2026, somada à consolidação de Peregrino, deve impulsionar a produção. Sem hedge relevante, a companhia está bem posicionada para capturar a alta do petróleo e pode atingir cerca de 200 mil barris por dia até o fim do ano. O JPMorgan reiterou a recomendação overweight, elevando o preço-alvo para R$ 73 por ação, ante R$ 55, o que implica potencial de valorização de 16,6%. A empresa negocia a 3,4 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) e apresenta yield (rendimento) de fluxo de caixa livre de 17,8% para 2026.Já Brava e PetroReconcavo têm estratégias de hedge que limitam o ganho com a valorização da commodity, reduzindo o potencial de retorno aos acionistas. Em um ambiente de maior volatilidade, o banco vê a PRIO como a empresa com melhor relação risco-retorno, sustentada por crescimento e forte geração de caixa.A instituição elevou suas estimativas para o Brent, projetando US$ 85 por barril em 2026 e US$ 75 em 2027, ante projeções anteriores de US$ 62 e US$ 63, respectivamente, além de uma curva futura mais alta a partir de 2028. A revisão também considera os resultados do 4T25 e novos relatórios de reservas, com ajustes nas curvas de produção, investimentos e custos. Segundo o banco, apesar de avanços nas negociações geopolíticas, ainda há obstáculos relevantes para a normalização completa da oferta global de petróleo, o que pode levar meses.Brava (BRAV3)Mesmo com as melhorias operacionais e financeiras e de uma base sólida de reservas, o JPMorgan rebaixou a recomendação da Brava de compra para neutra, pois a petroleira negocia a 3,3 vezes EV/EBITDA e apresenta yield negativo de fluxo de caixa livre em 2026. O preço-alvo foi reduzido para R$ 20, com potencial de alta de 5,2%. A empresa O banco destaca que o hedge limita o ganho com a alta do petróleo e reduz o impacto positivo no caixa e nos retornos. Além disso, a proposta recente da Ecopetrol para aquisição de 51% da companhia por R$ 23 por ação levanta preocupações sobre governança e direcionamento estratégico para minoritários. Embora a operação possa trazer sinergias, como redução do custo da dívida, o JPMorgan adota postura mais cautelosa e aguarda a conclusão da transação. PetroRecôncavo (RECV3)Já a PetroReconcavo também foi rebaixada para neutro e o preço-alvo foi elevado para R$ 14 por ação, com potencial de valorização de 3,9%. A empresa negocia a 3,9 vezes EV/EBITDA e apresenta yield de fluxo de caixa livre de 7,5% para 2026.“Com atuação focada em operações onshore, a companhia apresenta um perfil mais simples, porém com menor potencial de crescimento”, destaca JPMorgan. Apesar da consistência operacional, o hedge limita a captura da alta do petróleo, o que, combinado a uma geração de caixa mais modesta, torna o caso de investimento menos atrativo em relação à PRIO. The post Petróleo em alta leva banco a manter aposta em PRIO e cortar Brava e PetroRecôncavo appeared first on InfoMoney.

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