Por que Chicago, terceira maior cidade dos EUA, disse não à Copa do Mundo?

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Terceira maior cidade dos EUA, Chicago ficou de fora da Copa do Mundo de 2026 por decisão de seu então prefeito, Rahm Emanuel. À frente da prefeitura entre 2011 e 2019, ele optou por rejeitar as condições impostas pela FIFA para sediar partidas do torneio, argumentando que o acordo transferia todo o risco financeiro para os contribuintes locais, enquanto a entidade ficaria com a maior parte dos lucros — receitas de ingressos, patrocínios, transmissões e até estacionamento.O ponto que quebrou o acordo foi uma cláusula contratual que dava à FIFA o direito de exigir a construção de uma cúpula sobre o Soldier Field, estádio histórico de Chicago. Emanuel recusou pagar uma conta de até US$ 100 milhões sem garantia de retorno. “Não importa se nunca exerceram esse direito. Sempre existe uma primeira vez. Tire isso do contrato”, disse ele à FIFA. A entidade se recusou, e Chicago saiu da disputa.O modelo da FIFA também gerou resistência em outras frentes. A entidade exigia isenção de impostos sobre ingressos vendidos durante o torneio — pedido que Emanuel já havia negado até para times locais como Cubs, da MLB, e Bulls, da NBA. Ceder à FIFA, segundo ele, criaria um precedente político explosivo. “Cidades que jogam dinheiro em times esportivos estão loucas. Não fizemos isso nunca”, afirmou Emanuel, em entrevista ao site The Athletic.Leia tambémCamisa do Brasil é eleita a segunda mais bonita da Copa do Mundo; veja rankingO uniforme brasileiro é “simplesmente fantástico” na de um site americanoCopa do Mundo é um risco para setor de varejo no Dia dos Namorados? XP avalia que nãoDe acordo com os analistas, entretanto, ainda que o primeiro jogo do Brasil só aconteça no dia seguinte à data comemorativa, o início dos jogos pode criar ventos contrários para classes de menor rendaEmanuel ressalta que Chicago não precisava da Copa para se promover. A cidade já havia sediado o draft da NFL por dois anos consecutivos, o draft da NHL e garantiu o All-Star Game da NBA para 2020. “Chicago precisa da FIFA para marketing? Nem pensar”, disse. Para ele, o torneio seria bom negócio apenas para a FIFA: “Eu ficaria com o risco e eles com o lucro. Isso não é acordo.”Com a Copa chegando, outras cidades americanas enfrentam exatamente os problemas que Emanuel antecipou: custos altos, ingressos inacessíveis e receio de não recuperar o investimento. O ex-prefeito diz que torce pelo sucesso do torneio, mas não tem dúvida de que tomou a decisão certa: “Se o ingresso médio custa US$ 1.000, você está pedindo a moradores comuns para subsidiar 100% do risco de um evento que não podem pagar. Quem faz esse negócio?”The post Por que Chicago, terceira maior cidade dos EUA, disse não à Copa do Mundo? appeared first on InfoMoney.

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