Renner: ação cai forte após UBS BB abandonar compra e cortar preço-alvo em 25%

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As ações da Lojas Renner (LREN3) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (14), pressionadas por um rebaixamento de recomendação do UBS BB. Às 12h51 (horário de Brasília), os ativos LREN3 caíam 4,43%, a R$ 11, na sessão. O banco cortou sua recomendação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 18 para R$ 13,50, movimento que reforçou as preocupações dos investidores após o fraco desempenho operacional e a revisão para baixo do guidance de 2026 anunciada pela companhia na semana passada.A visão mais negativa ocorre porque a revisão do UBS BB atinge um dos pilares da tese de investimento da varejista. A expectativa de que sua escala, liderança de mercado e posição financeira robusta permitiriam um desempenho superior ao restante do setor em um ambiente econômico mais difícil. Segundo os analistas, essa hipótese ficou mais difícil de sustentar após os resultados do segundo trimestre.Na visão do UBS BB, a Renner continua sendo a principal rede de vestuário do país, com cerca de 12% de participação de mercado e uma posição de caixa líquida próxima de R$ 1,2 bilhão. O problema é que essas vantagens não têm se traduzido em ganhos relevantes de participação de mercado ou em crescimento claramente superior ao dos concorrentes.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e tenta defender os 166 mil pontosBolsas dos EUA recuam, em semana com recordesOs analistas destacam que a produtividade das lojas praticamente não evoluiu em termos reais desde 2019. Tanto a receita por metro quadrado quanto o lucro bruto por metro quadrado registraram crescimento próximo de apenas 2% no período, mesmo após anos de investimentos em logística, tecnologia e expansão digital.Além disso, rivais como C&A (CEAB3) e Riachuelo (GUAR3) vêm reduzindo parte da distância operacional para a Renner. Segundo o UBS BB, o lucro bruto por metro quadrado dessas concorrentes passou a representar 70% e 63%, respectivamente, do nível da Renner, acima dos percentuais observados antes da pandemia.Outro ponto que preocupa o banco é o ambiente competitivo. A reintrodução da isenção de imposto federal para importações de baixo valor intensificou a concorrência de plataformas internacionais. Dados citados pelo banco mostram que o valor das encomendas abaixo de US$ 50 saltou mais de 100% em junho na comparação anual, pressionando especialmente categorias como vestuário e beleza.O Goldman Sachs compartilha parte dessa preocupação. Embora mantenha recomendação de compra para a varejista, o banco reduziu suas estimativas de lucro após os resultados do segundo trimestre e reconhece que o ambiente de vendas ficou mais desafiador, cortando o preço-alvo de R$ 20 para R$ 18. A instituição aponta como principais obstáculos a maior competição de importados, a pressão tributária sobre a categoria de beleza e uma demanda mais fraca do consumidor.Segundo o Goldman, o desempenho do segundo trimestre foi prejudicado por diversos fatores extraordinários, incluindo o efeito da Copa do Mundo, aumento da carga tributária sobre cosméticos em São Paulo e a volta da concorrência dos produtos importados de baixo valor. A expectativa é que parte desses impactos diminua ao longo do segundo semestre, permitindo alguma recuperação gradual das vendas.Ainda assim, o UBS BB considera que os riscos continuam elevados. O banco reduziu suas projeções de lucro para os próximos anos e passou a trabalhar com crescimento médio anual de lucro por ação de cerca de 10% até 2030, percentual considerado insuficiente para justificar um múltiplo mais elevado em um ambiente de competição crescente.The post Renner: ação cai forte após UBS BB abandonar compra e cortar preço-alvo em 25% appeared first on InfoMoney.

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