RJ: Galeão terá R$ 1 bi em investimentos em três anos e voos para mais 30 destinos

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O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão vai receber aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos ao longo dos próximos três anos. Os aportes serão feitos por parceiros comerciais privados em áreas como hotelaria, logística, manutenção de aeronaves e outras.Virão também voos para 30 novos destinos, sendo 18 deles no exterior, com ligações para localidades como Nova York, Dallas, Salta, Lima, Toronto e Montreal, além de ampliação da oferta de voos a pontos como Paris, Miami, Lisboa e Frankfurt.O Galeão está, desde o último dia 6 de outubro, sob gestão da Aena, gigante aeroportuária espanhola que arrematou o terminal relicitado em leilão no vim de março. A empresa levou o ativo com um lance de R$ 2,9 bilhões em outorgas, enquanto o lance mínimo previsto era de R$ 932 milhões.Santiago Yuz, diretor-vice-presidente da Aena Brasil, explicou que os investimentos diretos da concessionária ainda não estão definidos. Eles virão em melhorias – que o passageiro deverá perceber já no início de 2027 – em índices de qualidade, aprimorando infraestrutura e equipamentos, a exemplo de elevadores e sistema de climatização.— O Galeão é a principal porta de entrada do Brasil e com um grande potencial de crescimento. Temos cerca de R$ 1 bilhão de investimento previsto de terceiros a serem aportados ao longo dos próximos três anos, gerando 3.860 empregos — diz Santiago Yuz, diretor-presidente da Aena Brasil.Leia tambémOnze marinheiros estão desaparecidos após drone afundar navio na costa da BulgáriaDois navios de carga foram atingidos por drones durante a madrugada e um deles afundou, informaram autoridades búlgarasNovo hotel de até 426 quartosNessa frente estão projetos como o de um novo hotel de bandeira internacional, com 232 quartos, mas já com a possibilidade de ter uma expansão a 426. O hotel receberá R$ 90 milhões em aporte e será operado pela bUP.Em paralelo, um centro de testes da BYD, projeto de R$ 300 milhões, vai ocupar uma área de 184 mil metros quadrados, com a previsão de gerar 1.200 empregos.A Gol já anunciou que terá um hangar de manutenção de 56 mil metros quadrados no Galeão, fazendo aporte de R$ 100 milhões, gerando 800 empregos.Já a Hire Capital vai implementar um galpão logístico de 120 mil metros quadrados de área bruta para locação, ao custo de R$ 430 milhões, com o objetivo de atender o mercado fluminense e o capixaba. Vai também expandir o galpão logístico já em operação, que passará de 22 mil metros quadrados para 40 mil m2, com aporte de R$ 54 milhões.O executivo participou de evento realizado na manhã desta terça-feira no Galeão, marcando a assinatura do contrato da nova concessionária.Novas empresas de baixo custoEle sublinhou que a Aena vai atuar para atrair novas companhias aéreas, entre domésticas e internacionais, incluindo low-costs, além de empresas da área de carga. O Galeão recebeu 17,5 milhões de passageiros em 2025, devendo encerrar este ano com cerca de 19 milhões. A despeito do crescimento, o aeroporto ainda tem perto de metade de sua capacidade para até 37 milhões de passageiros ociosa.Uma das estratégias para avançar em novas companhias, explica Yuz, é integrar o Galeão aos demais 17 aeroportos da Aena no país. Ao todo, essa rede movimentou 63 milhões de passageiros em 2025.— Temos 18 aeroportos e, em sinergia, podemos estimular conexões domésticas com internacionais ou domésticas com domésticas. Podemos ter linhas anunciadas como Congonhas-Galeão-JFK (aeroporto de Nova York) ou para Recife e, de lá, para o resto do mundo. Podemos estimular vendas cruzadas, colocamos incentivos às companhias — explicou o executivo.O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, celebrou a bem-sucedida relicitação do Galeão, viabilizada pelas novas condições de contrato de forma a garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. E frisou que o setor precisa trabalhar de forma coordenada para fazer o movimento no Galeão e no Rio de Janeiro crescer:— O Galeão sofreu muito com a pandemia. Com a retomada dos voos internacionais, voltam as conexões, os trechos domésticos. O Brasil é um país grande e não sobrevive apenas com o Aeroporto de Guarulhos. Precisa fomentar um outro grande aeroporto internacional. E esse aeroporto é o do Galeão.Sem licitação no Santos DumontO ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, afirmou que a operação coordenada entre Galeão e Santos Dumont vai seguir a redução gradual da restrição de movimento de passageiros estabelecida ao aeroporto central conforme estabelecido pelo acordo firmado com o Tribunal de Contas da União (TCU).Segundo França, não há qualquer estudo em curso para uma eventual licitação do Santos Dumont. O aeroporto responde por quase todo o orçamento da Infraero, estatal de gestão aeroportuária que administra outros 20 aeroportos. Na prática, é preciso pensar a atuação da Infraero antes de avaliar o destino do Santos Dumont.Em paralelo, ele afirmou que o governo vem trabalhando para atrair empresas low-cost ou mesmo ultra-low-cost ao país, ampliando o acesso a viagens aéreas a mais camadas da população.The post RJ: Galeão terá R$ 1 bi em investimentos em três anos e voos para mais 30 destinos appeared first on InfoMoney.

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