Sabesp (SBSP3) se recupera na B3 após resultado ruim no 2T: chuvas fortes animaram?

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Desde 20 de agosto (R$ 23,31) até o fechamento do último dia 24 de setembro (R$ 26,90), as ações da Sabesp (SBSP3) registram alta de cerca de 15,40%, recuperando-se após uma queda de cerca de 7% na sessão pós-resultado do segundo trimestre de 2026 (2T26). Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, ressalta que a alta recente da Sabesp parece refletir uma combinação de dois movimentos. O primeiro, e provavelmente mais relevante, é uma correção da reação negativa observada após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. O segundo fator é a melhora do cenário hídrico.“O mercado penalizou bastante a ação diante do aumento das despesas e da percepção de que os ganhos de eficiência poderiam demorar mais para aparecer. À medida que esses efeitos passam a ser entendidos como questões mais concentradas no curto prazo, sem necessariamente comprometer a tese estrutural da companhia, é natural que parte daquela queda seja recuperada”, avalia Murad. Mesmo após o resultado pressionado, diversas casas de análise e bancos reiteraram recomendação de compra para os papéis SBSP3. Na semana passada, o Goldman Sachs manteve recomendação de compra, vendo uma oportunidade de entrada após o desempenho inferior das ações. A equipe de análise considera a Sabesp atrativa também pelo valuation.Leia tambémPetrobras: Goldman vê dividendo de US$ 2,7 bi no 3º tri e reforça preferência na ALMesmo com a projeção de capex maior, Goldman espera dividendos bilionários no 3T da Petrobras e vê produção da estatal acima do guidanceUm potencial catalisador é a revisão tarifária prevista para dezembro de 2026. No cenário-base, o Goldman estima uma alta de aproximadamente 16% na tarifa de equilíbrio da Sabesp. Em um cenário pessimista, o reajuste seria de cerca de 12%, enquanto no cenário otimista chegaria a 20%.Já entre o fim de agosto e o começo de setembro, Itaú BBA e JPMorgan também reiteraram recomendação equivalente à compra. O JPMorgan elevou o preço-alvo da Sabesp de R$ 34 para R$ 35 para dezembro de 2027 e manteve a recomendação de overweight (acima da média do mercado). Para o lucro líquido, as estimativas subiram 15% para 2028 e 2029, refletindo principalmente a revisão para baixo das projeções de investimentos. O banco agora estima R$ 75 bilhões em capex entre 2026 e 2029, ante R$ 89 bilhões anteriormente.Já o Itaú BBA aponta que a queda da ação após o balanço refletiu custos operacionais mais elevados, um ritmo de captura de eficiência mais lento do que o esperado e uma execução de investimentos abaixo do previsto no curto prazo. Ainda assim, de acordo com os analistas, nem toda revisão das expectativas implica uma revisão equivalente do valor intrínseco da empresa e esse é o caso da Sabesp.E as suas chuvas?O segundo fator, aponta Murad, é a melhora do cenário hídrico. As chuvas recentes contribuíram para uma recuperação importante do nível do Sistema Cantareira, justamente quando a situação dos reservatórios vinha sendo uma preocupação para o mercado. “Essa melhora reduz, ao menos no curto prazo, a percepção de risco relacionada ao abastecimento e tende a contribuir positivamente para o sentimento dos investidores em relação à companhia”, avalia o especialista. “Isso não significa, entretanto, que o risco hídrico tenha desaparecido. O Cantareira entrou em setembro ainda em faixa de alerta. Portanto, é importante diferenciar uma melhora relevante nas condições recentes de uma normalização definitiva do cenário”, destaca. Segundo Murad, o principal ponto continua sendo observar os fundamentos além das oscilações de algumas semanas. Leia tambémPreço de energia cai, mas Goldman Sachs vê oportunidade em Axia e Copel; entendaPara o banco, mercado ainda evita projetar para o futuro a melhora recente das condições hidrológicas“A Sabesp atravessa uma transformação operacional importante após a privatização, acompanhada por um ciclo elevado de investimentos e pelas metas de universalização. A capacidade de converter esses investimentos em maior eficiência, crescimento dos resultados e geração de caixa será determinante para a avaliação da companhia no longo prazo”, avalia. Assim, avalia que as chuvas podem ser consideradas um catalisador positivo adicional, mas não parecem explicar isoladamente a valorização recente. “O movimento pode ser interpretado principalmente como uma reprecificação após uma correção bastante forte no pós-balanço, agora acompanhada por uma redução da percepção de risco hidrológico”, finaliza. The post Sabesp (SBSP3) se recupera na B3 após resultado ruim no 2T: chuvas fortes animaram? appeared first on InfoMoney.

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