O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 p.p., fixando-a em 14,25% ao ano, um movimento que já era esperado pela maior parte do mercado. No entanto, o comunicado pós-reunião adotou uma postura hawkish (mais dura), sinalizando preocupação com a aceleração da inflação e da atividade econômica, cujas projeções estão se distanciando da meta de 3,0%.Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve optou por manter os juros inalterados no intervalo entre 3,5% e 3,75%. Esse cenário de juros altos por mais tempo, tanto no Brasil quanto no exterior, exige que os investidores mantenham cautela e foco em estratégias que protejam o patrimônio em um ambiente macroeconômico mais desafiador.Veja mais: Por que Braskem caiu 10% após notícia sobre plano de reestruturação?“Janela rara” se abre nos títulos públicos indexados à inflaçãoO aumento da aversão ao risco no segundo trimestre de 2026, alimentado por incertezas domésticas e externas, provocou uma abertura significativa nas curvas de juros nominais e reais. Esse fenômeno levou os títulos públicos indexados ao IPCA a atingirem níveis de rendimento considerados historicamente raros, criando uma oportunidade estratégica para o investidor de renda fixa.Especialistas explicam que o momento atual chama a atenção por oferecer taxas reais elevadas que raramente aparecem na série histórica. Diante de um cenário onde o IPCA+ mostra níveis atrativos, a recomendação é analisar os riscos e as oportunidades dessa janela de investimento para garantir proteção contra a inflação com ganhos reais robustos.E também: BC amplia abertura de contas em moeda estrangeira para empresasAlívio geopolítico: acordo entre EUA e Irã acalma os mercadosO anúncio de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, em meados de junho, trouxe um suspiro de alívio imediato para as bolsas globais e provocou a queda nos preços do petróleo. O acordo prevê um cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio norte-americano aos portos iranianos, reduzindo drasticamente a percepção de risco no Oriente Médio.Apesar do otimismo com o arrefecimento dos conflitos, analistas alertam que os bancos centrais devem manter a cautela. O foco dos investidores agora se volta para como essa estabilização impactará a economia global, especialmente em vizinhos latino-americanos como México, Colômbia e Chile, que seguem trajetórias econômicas distintas sob vigilância rigorosa.Após IPO, SpaceX encara teste do mercado para bancar ambição trilionária em IAEl Niño ameaça produção e pressiona ativos do agroA confirmação da formação de um forte El Niño pela Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) acendeu o alerta para o setor agrícola e de varejo. O fenômeno tem potencial para impactar severamente a produção global de alimentos, concentrando riscos em culturas de açúcar, etanol e grãos, o que reflete diretamente nas empresas listadas do setor.Entre as companhias monitoradas, analistas destacam maior atenção para São Martinho (SMTO3), Jalles Machado (JALL3), 3tentos (TTEN3), SLC Agrícola (SLCE3) e BrasilAgro (AGRO3). A volatilidade climática deve ser um fator determinante para a performance dessas ações nos próximos meses, dada a sensibilidade de seus balanços aos ciclos de produtividade do campo.Silvio Tini supera Coelho Diniz e se torna maior acionista do GPA (PCAR3)Leia tambémAncelotti admite mudanças na seleção contra o Haiti, mas ainda sem Endrick“Mudei a equipe no fim do primeiro tempo e podemos fazer algumas mudanças para ter jogadores mais frescos”, disse AncelottiSaúde financeira das empresas brasileiras sob a lupa dos juros altosAnos de juros elevados no Brasil levantaram questionamentos sobre a resiliência dos balanços das companhias nacionais. Uma análise aprofundada de cerca de 140 empresas sob cobertura da XP mostra que, embora muitas apresentem solidez, o cenário de “juros mais altos por mais tempo” torna a perspectiva menos favorável para o crédito corporativo.O aumento recente das expectativas de inflação e das taxas de juros forçou uma revisão da saúde financeira dessas empresas. Investidores estão sendo orientados a observar de perto a alavancagem e a capacidade de geração de caixa, priorizando companhias que demonstrem resiliência em um ambiente onde o custo do capital permanece restritivo.Como evitar conflitos na herança? Guia mostra o papel do testamentoAjustes na Vivara e oportunidade de entrada na Aura MineralsA Vivara (VIVA3) teve suas estimativas de lucro líquido e Ebitda cortadas para 2026-27 devido à pressão de custos e ao poder de compra enfraquecido dos consumidores. Apesar disso, a recomendação de compra foi mantida, pois analistas acreditam na resiliência do modelo de negócio da rede de joalherias mesmo diante de ventos competitivos contrários.Já a Aura Minerals (AURA33) sofreu uma queda de 25% desde o início dos conflitos no Oriente Médio, refletindo a volatilidade do ouro e os riscos inflacionários. Contudo, marcos operacionais importantes, como a atualização de reservas e aprovações de projetos, indicam que o patamar atual de preços pode representar um ponto de entrada atrativo para quem aceita o risco do setor de mineração.The post Selic e “janela rara” para títulos indexados à inflação; veja os destaques da semana appeared first on InfoMoney.
