O volume do setor de serviços do Brasil caiu 0,1% em relação a julho e teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.Os números frustraram as projeções, já que pesquisa da Reuters projetava alta de 0,4% na base mensal e de 1,1% na comparação anual. A ligeira variação negativa (-0,1%) do volume de serviços, na passagem de julho para agosto de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades: outros serviços (-1,0%); transportes (-0,2%); e profissionais, administrativos e complementares (-0,2%), que eliminaram, integralmente ou em parte, os ganhos verificados no mês de julho. Já os serviços prestados às famílias (2,1%) registraram o segundo avanço consecutivo, com ganho acumulado de 2,9%. Por sua vez, informação e comunicação (0,0%) mostrou estabilidade neste mês.Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em agosto de 2026 frente ao trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, três das cinco atividades recuaram: outros serviços (-0,6%), profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) e informação e comunicação (-0,2%). Em sentido oposto, os serviços prestados às famílias (0,5%) e os transportes (0,1%) registraram os únicos avanços neste indicador.Frente a igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços cresceu 0,6% em agosto de 2026, vigésimo nono resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e por 44,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de informação e comunicação (4,3%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado pelo aumento da receita em telecomunicações; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; atividades de exibição cinematográfica; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; atividades de gravação de som e de edição de música; e consultoria em tecnologia da informação.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quartaÍndices futuros dos EUA operam mistos antes de dados de inflação Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%); e dos serviços prestados às famílias (4,4%), explicados pela maior receita vinda de locação de automóveis; serviços de engenharia; agenciamento de espaços de publicidade; atividades de vigilância e segurança privada; e intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce, no primeiro ramo; e de restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último.Os únicos impactos negativos vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,8%) e os outros serviços (-2,5%), pressionados pela menor receita do transporte aéreo de passageiros; do rodoviário de cargas; da logística de transporte de cargas; do ferroviário de cargas e da atividade de correio, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 1,7%, com altas em três das cinco atividades de divulgação e em 49,4% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (6,2%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas dos segmentos de telecomunicações; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; consultoria em tecnologia da informação; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e atividades de TV aberta.Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos serviços prestados às famílias (2,4%), explicados, sobretudo, pelo aumento na receita das empresas que atuam com agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; atividades jurídicas; locação de automóveis; atividades de vigilância e segurança privada; e limpeza em prédios e em domicílios, no primeiro setor; e restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último.Já os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,5%) e de outros serviços (-0,3%) exerceram os únicos impactos negativos sobre o volume total de serviços, pressionados, especialmente, pela menor receita vinda de transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; atividades de correio; e gestão de portos e terminais, no primeiro ramo; e de serviços financeiros auxiliares, no último.(com agências de notícias do IBGE)The post Setor de serviços recua 0,1% em agosto e frustra projeções do mercado appeared first on InfoMoney.
