Menos de um ano após levantar uma série J de US$ 4 bilhões, a Databricks anunciou uma nova rodada de investimentos que a avalia em US$ 188 bilhões, liderada pela Coatue Management, com participação de novos e velhos parceiros.Apesar da Databricks não ter revelado o valor do cheque, o Wall Street Journal divulgou que a operação gira em torno de US$ 3 bilhões. Segundo fontes próximas à empresa, os recursos ajudarão a acelerar a estratégia de múltiplas IAs da companhia, com três produtos para ajudar empresa a usar IA em escala sem depender de um único modelo.O primeiro é o Unity AI Gateway, camada de governança que ajuda a controlar custos e o uso de múltiplos modelos de IA. O segundo é o Genie, assistente que transforma dados de negócio em respostas e ações. E o terceiro é o Lakebase, banco de dados Postgres serverless construído especificamente para rodar agentes de IA.Além de bancar essas frentes, o cheque também deve financiar aquisições na área de IA e ampliar os investimentos em pesquisa, dizem as fontes.O racional aparece na fala do fundador e CEO Ali Ghodsi, que descreve uma virada de comportamento no cliente corporativo. “As empresas estão migrando da maximização de tokens para a maximização de valor. Elas não querem gastar tokens caros com o modelo mais avançado em todas as tarefas, e querem obter o melhor resultado por dólar investido. Isso significa ter liberdade para escolher a IA mais adequada para cada trabalho”, afirma.Leia tambémSpaceX planeja outra tentativa de lançamento da Starship na próxima semanaA SpaceX lançou 12 voos de teste da Starship desde 2023, alguns terminando em falhas explosivas e outros contratempos graves que se tornaram marcas registradas da filosofia de desenvolvimento ‘teste até a falha’ da companhiaA tese comercial se apoia em outro conceito apontado pelo CEO, o da “lacuna de contexto”. Segundo ele, boa parte das empresas ainda tropeça em ver a IA gerar ROI porque os dados estão espalhados em sistemas diferentes, desconectados das aplicações e difíceis de governar. É esse buraco que a plataforma da Databricks promete tapar, unindo dados e IA numa infraestrutura preparada para agentes.Hoje, são mais de 20 mil organizações na base de clientes da Databricks, incluindo nomes como adidas, Bayer, Mastercard e 70% da lista Fortune 500. Com presença no Brasil, a empresa conta com clientes como iFood, Bradesco, Nubank e outros, e tem anunciado investimentos recentes par acelerar no país.Para bancar esse apetite, a Databricks não tem encontrado dificuldades para se capitalizar, com um ritmo acelerado de valorização. No fim de 2024, após a Série J de US$ 10 bilhões, a Databricks valia US$ 62 bilhões. Em dezembro passado, captou cerca de US$ 5 bilhões a um valuation de US$ 134 bilhões.Agora, chega aos US$ 188 bilhões, e os fundamentos ajudam a explicar o apetite: a companhia opera com receita anualizada de US$ 5,4 bilhões, crescendo mais de 50% ao ano, e fluxo de caixa positivo.Com o tamanho adquirido, a Databricks já entrou no “clube” de candidatas a um IPO, mas segundo o CEO, não há pressa em ir à Bolsa de Valores. Em junho, ele disse à Bloomberg que é melhor esperar o momento certo. “2026 ainda é um ano terrível para abrir capital”, disparou, citando que SpaceX, Anthropic e OpenAI estão encaminhando megaofertas que somam trilhões e devem sugar dinheiro e atenção do investidor.Conteúdo produzido por Startups.com.brThe post Startups: Menos de um ano depois, Databricks levanta nova megarodada appeared first on InfoMoney.
