Taxas dos DIs caem ainda sob influência do resultado do 1º turno

Blog

SÃO PAULO, 6 Out (Reuters) – As taxas dos DIs voltaram a ceder nesta terça-feira, dando continuidade ao movimento da véspera após o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficar à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da disputa presidencial.O movimento, ainda que menos intenso, também foi influenciado pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com pressão de PETR4, VALE3 e BBAS3Bolsas dos EUA sobem e S&P 500 atinge máxima intradiária com ganhos de IAPetróleo cai quase 2% com menor temor sobre oferta por exportações do Oriente MédioDados de transporte marítimo divulgados na segunda-feira mostraram que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio superaram os níveis registrados antes da guerraNo fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,61%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,663% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,725%, com recuo de 7 pontos-base ante 12,791%.Na segunda-feira as taxas dos DIs despencaram mais de 130 pontos-base nos vencimentos mais longos, em meio à euforia dos investidores com o resultado do primeiro turno.Isso porque Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas — ainda que seus planos para a área não sejam claros –, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado. No limite, o equilíbrio das contas públicas pode favorecer a queda de juros, o que se refletiu na forte redução de prêmios na véspera.Nesta terça-feira as taxas dos DIs voltaram a ceder, em especial entre os vencimentos longos — mais sensíveis à questão fiscal e à movimentação dos investidores estrangeiros.“É uma continuidade do movimento de ontem. Essa reação de hoje sugere que o mercado está confiante de que Flávio deve vencer a eleição”, avaliou o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno. “A reação do mercado mostrou que se a agenda fiscal for implementada, ela vai trazer ganhos para o país, porque melhora a perspectiva de inflação, o dólar cai.”Desde domingo, no entanto, profissionais do mercado vêm condicionando os ganhos vistos após o primeiro turno — traduzidos na redução de prêmios na curva, na queda do dólar e na disparada do Ibovespa — à implementação, de fato, de um ajuste fiscal.“Na segunda-feira, 5 de outubro, o mercado de juros fez em algumas horas o que o debate fiscal não conseguiu fazer em meses. Os contratos de juros futuros com vencimento nos próximos quatro anos recuaram cerca de 1 ponto percentual, ou 100 pontos-base, no primeiro pregão após o primeiro turno”, citou Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.Segundo ele, a transformação das intenções em medidas concretas de ajuste fiscal será um dos fatores para que os benefícios – como a redução de juros – realmente se materializem.“Com a dívida bruta acima de 80% do PIB, credibilidade fiscal deixou de ser tema de economista e virou a variável que mais pesa no custo do dinheiro para o governo, para as empresas e para cada brasileiro que precisa de crédito”, afirmou.Além das eleições, o recuo dos rendimentos dos Treasuries, após o forte avanço da véspera, também justificou a queda das taxas no Brasil. Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 4 pontos-base, a 5,273%.The post Taxas dos DIs caem ainda sob influência do resultado do 1º turno appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *