O “idoso-aranha” virou personagem frequente nas redes sociais. Nos vídeos, pais e avós aparecem subindo em escadas para trocar lâmpadas, podar árvores, pintar paredes ou fazer pequenos reparos, enquanto filhos e netos observam a cena entre o desespero e o humor.A brincadeira ganha força às vésperas do Dia dos Pais e, coincidindo com o lançamento do novo filme do Homem-Aranha nos cinemas, abre espaço para uma discussão séria sobre envelhecimento ativo, autonomia e proteção financeira.Para especialistas, o fenômeno retrata uma realidade cada vez mais comum. Os brasileiros estão vivendo mais, permanecendo ativos por mais tempo e mantendo uma rotina independente. O desafio é equilibrar essa autonomia com medidas de prevenção capazes de reduzir o risco de acidentes — especialmente dentro de casa.“O envelhecimento ativo é uma conquista e deve ser estimulado. Ao mesmo tempo, atividades como subir em escadas, realizar pequenos reparos ou cuidar da casa podem aumentar o risco de acidentes”, afirma Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência.Leia mais: Quem paga pelos cuidados na velhice? Veja o gasto que não pode faltar no planejamentoQuando o “idoso-aranha” deixa de ser só brincadeiraJá Antonio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade MAG, destaca que o problema não é a idade em si, mas a exposição a situações de risco. Segundo ele, subir em telhados ou escadas pode representar perigo para qualquer pessoa. A diferença é que, na velhice, uma queda pode ter consequências mais severas, principalmente quando existem condições como perda de massa muscular ou osteoporose. View this post on Instagram Além das lesões físicas, um acidente pode provocar outro efeito menos visível: o medo. De acordo com o especialista, depois de uma queda muitas pessoas passam a limitar seus movimentos por receio de sofrer um novo acidente, reduzindo a mobilidade e comprometendo a própria autonomia.“O cuidado é não desestimular a atividade física nem a autonomia, porque um aspecto bastante sensível quando envelhecemos é começar se sentir incapaz, o que causa um efeito negativo na saúde mental. Mas é preciso fazer essa gestão de riscos para evitar acidentes”, resume Leitão.Leia também: Seguro de vida para idosos vale a pena? Veja quanto custa contratar após os 60 anosComo o seguro pode ajudar após um acidenteEmbora não impeça acidentes, o seguro pode minimizar as consequências financeiras quando eles acontecem.Segundo Castello, uma das principais proteções disponíveis é a cobertura para invalidez permanente total ou parcial por acidente. Dependendo da apólice (contrato de seguro), também podem estar incluídos o reembolso de despesas médicas, hospitalares e odontológicas decorrentes do acidente, além de diárias por internação hospitalar para profissionais autônomos que precisem interromper suas atividades.Não há um preço padrão para o seguro de vida destinado ao público 60+, explica Castello, contando que o valor varia de acordo com fatores como idade, coberturas contratadas e capital segurado (valor máximo que a seguradora paga ao segurado ou aos seus beneficiários na ocorrência do risco previsto na apólice). Na Bradesco Vida e Previdência, por exemplo, o capital pode variar de R$ 10 mil a R$ 12 milhões, e dois clientes da mesma idade podem pagar valores diferentes conforme o perfil e o nível de proteção escolhido.Além da indenização, os seguros vêm incorporando serviços que apoiam a rotina dos clientes. Entre eles estão telemedicina, orientação nutricional e psicológica, assistência residencial, envio de profissionais para pequenos reparos e até serviços de apoio, como aluguel de muletas ou cadeiras de rodas, dependendo do produto contratado.Leitão destaca ainda que algumas assistências podem contribuir para tornar a casa mais segura, como avaliações do ambiente para identificar riscos, instalação de barras de apoio e adaptações que reduzem a probabilidade de quedas.“O seguro deve ser visto como um complemento à prevenção. Ele oferece proteção financeira quando o imprevisto acontece, mas não substitui os cuidados com a segurança e a saúde”, salienta o gerente do Instituto de Longevidade MAG.Segundo Castello, a tendência é que esses serviços ganhem cada vez mais espaço à medida que a população envelhece.“Para o público 60+, os diferenciais mais relevantes tendem a ser facilidade de acionamento, atendimento humanizado, serviços que apoiem a autonomia e uma jornada simples, inclusive para familiares e cuidadores”, pontua o executivo.Veja ainda: Mais brasileiras 60+ vivem sozinhas; veja como proteger patrimônio e autonomia7 medidas para reduzir o risco de quedas em casaOs especialistas recomendam algumas medidas para evitar acidentes não só do “idoso-aranha”, mas para qualquer indivíduo em idade mais avançada. Entre elas:Evitar subir em escadas sem apoio adequadoRetirar tapetes soltosInstalar barras de segurança e pisos antiderrapantes nos banheirosManter os ambientes bem iluminadosOrganizar objetos de uso frequente em locais de fácil alcancePraticar atividade física para preservar força, equilíbrio e mobilidadeManter acompanhamento médico e revisar medicamentos que possam interferir no equilíbrioTem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Trend do “idoso-aranha” acende alerta para acidentes e proteção financeira na velhice appeared first on InfoMoney.
