Vale inaugura Usina Modelo em Itabira com novo modelo operacional orientado por IA

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A Vale (VALE3) inaugurou nesta quarta-feira (10) no município de Itabira (MG) a primeira usina de alta tecnologia da empresa, marcando o início de um novo modelo operacional orientado por inteligência de dados. A escolha pela cidade mineira não foi sem propósito, já que a Vale foi fundada em Itabira há 84 anos. A usina Conceição2 foi modernizada para integrar processos com uso de Inteligência Artificial (IA), ampliar o uso de automação e reduzir a exposição de pessoas a atividades de risco, segundo a mineradora. Com capacidade de 11,2 milhões de toneladas por ano, a unidade será referência para expansão do modelo em outras operações da empresa.Leia tambémVale: como a área de metais básicos pode destravar valor? Mercado destaca projeçõesBBI vê espaço relevante para aumento da contribuição de VBM nos resultados consolidados da Vale ao longo dos próximos anosA iniciativa integra a estratégia da mineração do futuro da Vale, baseada em operações mais conectadas e sustentáveis, com tecnologia e inovação como alavancas para segurança, eficiência e geração de valor. A implantação da Usina Modelo em Itabira teve duração de um ano e meio e abrangeu 51 soluções para eliminação de gargalos e melhorias operacionais.Entre as mudanças, houve a instalação de mais de 100 câmeras de monitoramento no complexo de prédios da usina, automação de cerca de 7.300 instrumentos, incluindo novos dispositivos de medições avançadas e sensores, além do uso de inteligência de dados para controle, gestão e otimização de mais de 400 variáveis em todas as etapas do processo de tratamento do minério. Também houve revisão de fluxos operacionais para antecipar falhas, evitando paradas não programadas.“A modernização da nova planta permite uma operação mais integrada, altamente monitorada e mais segura. O sistema conta com uma camada de inteligência artificial que supervisiona centenas de variáveis e realiza ajustes no processo produtivo em tempo real, conforme as características do minério e do produto”, afirma Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale.Maior produtividadeEm menos de dois anos de projeto piloto, a usina aumentou a produtividade em 25%, atingindo sua capacidade planejada. Em 2024, a produção foi de 9 milhões de toneladas (Mt) e, para este ano, a usina já está habilitada a produzir 11,2 Mt. A mineradora comunicou também que houve avanço no mix de produtos da usina. A participação do pellet feed de redução direta — produto premium e estratégico para a descarbonização da siderurgia — aumentou em 40%. Além disso, a recuperação mineral foi otimizada, elevando o aproveitamento dos recursos e a eficiência operacional.Os ganhos de qualidade incluem aplicação de tecnologia de análise online do teor de minério durante o beneficiamento, permitindo ajustes imediatos no processo. Essa tecnologia possibilita a correção imediata da rota de tratamento mineral, assegurando o melhor aproveitamento do ferro contido no material e reduzindo a geração de rejeito. Em 2026, a média do teor de ferro contido no rejeito reduziu 26%.A Vale destacou também, como avanço importante, a melhoria da segurança dos empregados no ambiente operacional, com a redução de intervenções manuais na planta industrial. A implantação das novas tecnologias inclui soluções de operação remota, como braços mecânicos, e a automação de equipamentos elétricos e mecânicos, como motores e válvulas, viabilizando a operação da usina à distância, a partir de salas de controle.Quando há necessidade de acesso às instalações, imagens e dados em tempo real apoiam o planejamento das atividades com mais precisão.“A usina alcançou um novo patamar de maturidade digital, com 100% das decisões operacionais críticas suportadas por sistemas especialistas. Esse avanço combina inovação, tecnologia e conhecimento técnico para ampliar a eficiência, reduzir impactos e aumentar a previsibilidade, com foco nas pessoas”, afirma Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale.O modelo também amplia a eficiência no uso de recursos naturais, aumentando o índice de reaproveitamento de água. Atualmente, 92% da água utilizada na Usina Conceição2 é recirculada. Após filtragem do minério e do rejeito, que são as etapas finais do processamento, a água retorna para a operação.“A Usina Modelo materializa a visão de mineração do futuro da Vale e é um passo decisivo para uma mineração mais segura, sustentável e competitiva, preparada para os desafios das próximas décadas”, explica Bittar.Parceria para automaçãoPara a implantação da Usina Modelo em Itabira e a expansão do modelo para outras unidades operacionais, a Vale conta com a aliança estratégica da ABB, multinacional com sede em Zurique, Suíça, que atua nos segmentos de automação e eletrificação. Um dos diferenciais do programa, segundo a mineradora e a própria ABB, é a construção de um ecossistema de parceiros voltado à integração de tecnologias já adotadas pela Vale. A estratégia otimizaria os investimentos existentes, reduz a necessidade de novos aportes e acelera a geração de resultados. Nesse contexto, a ABB atua como integradora tecnológica, garantindo a interoperabilidade entre sistemas e fornecedores.The post Vale inaugura Usina Modelo em Itabira com novo modelo operacional orientado por IA appeared first on InfoMoney.

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