Viraram pechinchas? ITUB3 e ALPA4 testam suportes; MGLU3 e VAMO3 pressionadas

Blog

A forte queda da Bolsa após o segundo turno levou diversas ações a níveis bem inferiores aos vistos no início de outubro — e levantou uma questão para quem acompanha os gráficos: o tombo já abriu pontos de entrada ou a pressão vendedora ainda pode continuar?Nesta quinta-feira (29), o Ibovespa fechou aos 169.186 pontos, em queda de 1,06%, bem abaixo da máxima histórica acima dos 209 mil pontos, registrada no início do mês.Nesse cenário, Itaú (ITUB3) e Alpargatas (ALPA4) chegaram a suportes que podem favorecer uma reação. Já Magazine Luiza (MGLU3) e Vamos (VAMO3) permanecem abaixo de referências técnicas importantes e ainda apresentam tendência de baixa.A leitura é de Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico da XP Investimentos, que aponta os níveis que podem confirmar — ou invalidar — esses cenários.Queda também abre espaço para operações vendidasEm cenários de baixa, investidores também podem buscar oportunidades por meio da venda a descoberto, estratégia em que ações são vendidas com a expectativa de recompra posterior a um preço menor.A operação normalmente envolve o aluguel dos papéis e traz riscos relevantes: se a ação subir, as perdas podem aumentar, além dos custos do empréstimo e das garantias exigidas.Por isso, em períodos de forte volatilidade, níveis de suporte, resistência e pontos de invalidação ganham ainda mais importância para operações tanto na compra quanto na venda. Itaú (ITUB3): suporte nos R$ 43 pode abrir espaço para reaçãoItaú testa suporte na região de R$ 43, próximo à média móvel de 200 dias, com possibilidade de recuperação até R$ 50 e R$ 55,20. Fonte: Gilberto Coelho (Giba), XP Investimentos.As ações do Itaú (ITUB3) encontraram suporte na região de R$ 43, próxima da média móvel de 200 dias, segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico da XP Investimentos.Se esse nível for preservado e houver reação compradora, o papel poderá buscar inicialmente os R$ 50 e, depois, os R$ 55,20.Na parte inferior, Giba destaca outro suporte relevante nos R$ 40, região de fundo registrada em agosto.Assim, os R$ 43 aparecem como a principal referência para uma tentativa de recuperação, enquanto a perda dessa faixa aumenta a atenção para o suporte seguinte.Alpargatas (ALPA4): média de 200 dias vira ponto-chave após quedaAlpargatas recua da região de R$ 18,68 para R$ 12,60 e testa suporte próximo da média móvel de 200 dias. Fonte: Gilberto Coelho (Giba), XP Investimentos.A Alpargatas (ALPA4) também chegou a uma região técnica que pode favorecer um repique. O papel recuou de R$ 18,68 para R$ 12,60 e passou a testar suporte próximo da média móvel de 200 dias.Caso consiga reagir a partir desse patamar, Giba aponta R$ 15,95 como primeiro objetivo, seguido pelos R$ 18,68.Se a pressão vendedora continuar, o próximo suporte relevante indicado pelo analista aparece em R$ 10,80.A manutenção da região atual, portanto, será importante para determinar se a queda dará lugar a uma recuperação ou se o papel buscará níveis mais baixos.Vamos (VAMO3): perda da média de 200 dias mantém sinal negativoVamos passa a negociar abaixo da média móvel de 200 dias, enquanto R$ 3,70 aparece como referência para considerar novas compras. Fonte: Gilberto Coelho (Giba), XP Investimentos.A situação da Vamos (VAMO3) é diferente. Depois de negociar bem acima da média móvel de 200 dias, a ação passou para baixo dessa referência, movimento que, segundo Giba, indica reversão da tendência principal para baixa.No momento da análise, o papel ainda não apresentava sinal técnico de recuperação.Para voltar a considerar posições compradas, o analista aponta como condição um fechamento acima de R$ 3,70.Enquanto isso não ocorrer, a leitura permanece negativa.Magazine Luiza (MGLU3): tendência de baixa e avanço das posições vendidasMagazine Luiza perde a média móvel de 200 dias e precisa superar R$ 7,24 para atender à condição de compra apontada pelo analista. Fonte: Gilberto Coelho (Giba), XP Investimentos.A Magazine Luiza (MGLU3) apresenta quadro semelhante ao da Vamos. Depois de negociar acima da média móvel de 200 dias, o papel perdeu essa referência e passou a operar bem abaixo dela.Para Giba, o movimento caracteriza reversão da tendência principal para baixa, sem sinal de recuperação no momento.Uma mudança nessa leitura exigiria fechamento acima de R$ 7,24, nível indicado pelo analista para voltar a avaliar posições compradas.Além da deterioração técnica, houve aumento das posições vendidas no papel. Segundo levantamento da XP com dados de 28 de outubro, o short interest de MGLU3 chegou a 16,0%, avanço de 4,41 pontos percentuais em duas semanas.O indicador ajuda a medir a presença de posições vendidas, mas não representa, isoladamente, uma previsão de novas quedas. Ações alugadas também podem ser utilizadas em estratégias de proteção e arbitragem.Um volume elevado de posições vendidas ainda pode amplificar eventuais recuperações caso investidores precisem recomprar os papéis para encerrar as operações — movimento conhecido como short squeeze.Quais ações mostram melhor configuração?Entre os quatro papéis, ITUB3 e ALPA4 estão mais próximas de regiões capazes de sustentar um repique, especialmente pela proximidade da média móvel de 200 dias.Já VAMO3 e MGLU3 permanecem abaixo dessa referência e ainda precisam recuperar níveis específicos — R$ 3,70 e R$ 7,24, respectivamente — para melhorar a leitura técnica apontada por Giba.A proximidade de um suporte, porém, não garante valorização, assim como a perda de uma média móvel não assegura novas quedas. Os níveis funcionam como referências para acompanhar confirmação ou invalidação dos cenários técnicos.(Rodrigo Paz é analista técnico)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post Viraram pechinchas? ITUB3 e ALPA4 testam suportes; MGLU3 e VAMO3 pressionadas appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *