Escala das tensões EUA-Irã e fala do Fed: o que fez o Ibovespa cair 1,20% nesta 2ª

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A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã dominou o mercado internacional no começo desta semana e derrubou o Ibovespa nesta segunda-feira (13) O principal indicador da B3 fechou em queda de mais de 1%, acompanhando a queda dos índices das bolsas em Nova York; além do noticiário geopolítico, sinalizações sobre os próximos passos do Federal Reserve também afetaram o mercado.A desvalorização do Ibovespa foi limitada pela das petroleiras, mas a queda do índice se intensificou no fim da manhã, mesmo com a aceleração das cotações da commodity, que subiu cerca de 9%. O benchmark da Bolsa, que caía cerca de 0,5%, passou a ter baixa mais expressiva, com queda de cerca de 0,80%, no início da tarde, após novas declarações de Donald Trump, presidente dos EUA. Posteriormente, a baixa se intensificou, com o índice fechando em queda de 1,20%, a 175.739,08 pontos. O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos estavam restabelecendo o bloqueio naval ao Irã e que serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada pelo Estreito de Ormuz, após Teerã alegar ter fechado a importante via navegável.“O Estreito de Ormuz está ABERTO e permanecerá ABERTO, com ou sem o Irã. Estamos restabelecendo O BLOQUEIO IRANIANO”, disse Trump no Truth Social. “Os EUA… serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”, acrescentou.Ao mesmo tempo, conforme destaca Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, um dos principais catalisadores desta sessão foi a fala de Christopher Waller, membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve.“Durante seu pronunciamento, Waller destacou que, caso os próximos indicadores de inflação venham acima do esperado, não se pode descartar uma elevação dos juros nos Estados Unidos”, avalia o analista, ressaltando que a declaração ocorre em um contexto em que a inflação cheia perdeu força, favorecida pela queda dos preços do petróleo, mas a inflação subjacente, que exclui itens mais voláteis, como energia e alimentos, permanece resiliente e segue preocupando a autoridade monetária americana.O analista aponta que a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos aumenta a atratividade dos títulos do Tesouro americano, considerados os ativos de menor risco do mercado global. Como consequência, há uma migração de recursos para esses papéis, reduzindo o interesse por ativos de maior risco, como moedas de países emergentes e bolsas de valores. Até mesmo o ouro, apesar de seu papel tradicional como ativo de proteção, pode sofrer pressão em um ambiente de juros elevados, já que não oferece rendimento.Assim, avalia, o mercado deve continuar sensível às declarações de dirigentes do Federal Reserve ao longo da semana, uma vez que novos sinais sobre a condução da política monetária americana podem provocar novos movimentos nos ativos globais.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e tenta sustentar os 177 mil pontosBolsas dos EUA operam mistas, com escalada de tensões com o Irã no radarO ambiente externo piora e a semana também traz uma agenda forte de indicadores. Saem, por exemplo, os índices de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos e na zona do euro. Há ainda dados relevantes da China e a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve. E, a partir de terça-feira (14) começa a temporada de balanços nos EUA, com os grandes bancos.No exterior, no fim de semana, uma série de ataques envolvendo Estados Unidos e Irã reacendeu as dúvidas sobre a viabilidade do acordo provisório firmado no mês passado. Segundo Rodrigo Franchini, especialista em Soluções de Investimentos da Monte Bravo, como o pacto gerou pouco ajuste nos mercados – que demonstraram desconfiança quanto à sua efetivação -, a reação no começo da segunda foi discreta.“Hoje e nos próximos dias, o mercado vai acompanhar as consequências desse impasse, num cenário de petróleo ainda elevado. O que deve também nortear a Bolsa, a curva de juros e o dólar é o CPI americano”, diz Franchini.Leia tambémAlívio com inflação X tensão com Ormuz: o que deve prevalecer para Ibovespa e dólar?Inflação abaixo do esperado reforça aposta em cortes da Selic e sustenta o rali da Bolsa, mas aumento das tensões no Oriente Médio ameaça elevar o petróleo -e a volatilidade No Brasil, o destaque fica para os números de atividade: vendas no varejo, volume de serviços e o IBC-Br, do Banco Central. Os dados sairão após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, divulgado na sexta-feira, ter mostrado desaceleração, reforçando apostas de nova queda de 0,25 ponto porcentual na Selic no Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto, para 14%. Essa mesma taxa é a prevista pelo mercado no boletim Focus divulgado hoje. Já a mediana para o IPCA fechado em 2026 diminuiu de 5,30% para 5,16%, mas a de 2027 avançou de 4 18% para 4,20%.Conforme Franchini, os dados que serão informados nesta semana no Brasil podem corroborar a percepção de nova queda na Selic no mês que vem. “Ainda assim, deve ser um Banco Central reticente em optar por uma derrubada por forte. Seria apenas um corte marginal”, diz.Na sexta-feira, dia 10, o Índice Bovespa fechou em alta de 2,97% aos 177.866,37 pontos, em meio ao IPCA menor do que o previsto, que fortaleceu apostas de recuo da Selic em agosto. Assim, terminou com ganho (2,18%) pela terceira semana consecutiva.Petrobras (PETR4) subiu 3,44%, enquanto Vale (VALE3) caiu 1,79%, seguindo o recuo de 0,47% do minério de ferro em Dalian e de -0,74% em Cingapura.(com Reuters e Estadão Conteúdo)The post Escala das tensões EUA-Irã e fala do Fed: o que fez o Ibovespa cair 1,20% nesta 2ª appeared first on InfoMoney.

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