Marinho: Proibição de visita de Flávio a Bolsonaro é interferência no jogo político

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta segunda-feira, 13, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que proibiu Flávio de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. Marinho chamou a decisão de “autoritária”, “desproporcional” e uma “clara interferência no jogo político.”“Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”, declarou o coordenador, em nota. “Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento.”Leia tambémMoraes barra visitas de Flávio a Jair Bolsonaro até o 1º turno das eleiçõesDecisão ocorre após senador divulgar carta do ex-presidente e citar apoio à sua pré-candidaturaMarinho alegou haver um contraste entre a situação de Jair Bolsonaro e as condições dadas durante a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu”, escreveu.DecisãoAlexandre de Moraes proibiu Flávio de visitar Jair Bolsonaro pelo prazo de 90 dias, o que abarcará o período do primeiro turno da eleição presidencial. A decisão foi tomada após Flávio divulgar carta do pai no último sábado, 11. Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.Moraes também intimou a defesa de Bolsonaro a se manifestar em até 48 horas e informar se o ex-presidente tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho. Na decisão, o ministro destacou que a afirmação de Flávio de que a carta era um “recado muito importante que ele Bolsonaro queria dar para toda a nossa nação” sugere que o ex-presidente tinha ciência da divulgação.O ministro ainda acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar Flávio por possível propaganda eleitoral antecipada. “Ressalto, ainda, que a conduta de Flávio Bolsonaro, como instrumento de promoção política de sua pré-candidatura a Presidente da República, com a divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação”, escreveu Moraes na decisão.A carta foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo em seu perfil. No texto, o ex-presidente diz confiar no senador como a “melhor opção” para combater a corrupção, a violência e o empobrecimento do Brasil disputando ao Planalto em 2026. A declaração ocorreu em meio à briga pública entre Flávio e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.The post Marinho: Proibição de visita de Flávio a Bolsonaro é interferência no jogo político appeared first on InfoMoney.

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